Rita Almeida

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Rita Almeida nasceu em Brasília no dia 21 de maio de 1986, cursou artes plásticas (graduação e mestrado) na UnB e me contou que, atualmente, encontra-se em trânsito: “devo ir morar lá pras bandas do Amazonas”.

Suas composições são majoritariamente colagens que englobam diferentes materiais, mas há também alguns desenhos, impressões e escritos. Nelas, usa a precariedade a seu favor: a textura do papel levemente amassado, a fita adesiva que cola uma fotografia ou um pedaço de papel vegetal, rasuras em lápis ou caneta bic.

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Junto com a precariedade, a delicadeza de trabalhos que se mostram como relatos de algum momento, como a memória de um momento congelada pela materialidade da composição. O trabalho precário, assim, torna-se precioso: como a lembrança de um dia inesquecível, de um insight que anotamos num papel, perdemos e depois reencontramos.

Em Diários (data) um curto texto cheio de observações sobre o mar e a relação do mar com seu universo pessoal, com a forma de se ver, é acompanhado por uma série de fotografias simples, coloridas e em preto e branco, apresentam imagens do que foi escrito quase como uma forma de confirmar visualmente a nuvem de reflexões feitas no texto e também de compartilhar sua experiência e sua memória.

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Postais para C. é uma série de colagens e uma pequena carta, como num postal, que nos introduz às imagens – registros de uma viagem – destinada a alguém que não estava viajando junto com ela. As colagens mesclam fotografias que, contrariamente à lógica dos postais, não evidenciam qual o lugar onde estão sendo tiradas a escritos mais datilografados, desenhos e manchas coloridas, vezes feitas com tinta bem aguada, outras com giz. Apresentam, mais uma vez, uma lógica própria da lembrança: um esboço de carta, de postal, que junto à precariedade da forma como são dispostos os materiais – talvez pela urgência – trazem consigo uma sutileza própria da intimidade partilhada.

 

Para conhecer mais do seu trabalho, acessar:  http://cargocolletive.com/ritaalmeida/Rita-Almeida

 

Nina Ferreira

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Pílula: Preta Nerd & Burnning Hell

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Idealizada pela pesquisadora nerd Anne Caroline Quiangala, e ativa desde 2014, a página Preta Nerd & Burning Hell é um espaço para falar sobre as produções visuais e audiovisuais do universo nerd e negro sob as  hashtags #nerdiandade #audiêncianegra #pretaenerd , entre outras. O que há de muito especial no blogue é que é composto por uma equipe formada majoritariamente por minas negras e que publica textos sobre diversas questões que vão desde o universo das HQ’s (história em quadrinhos, pra quem é tão novata nesse assunto quanto eu), críticas sobre a representatividade e os estereótipos sobre a comunidade negra em filmes e documentários a textos que apresentam o trabalho de pensadoras negras.

A equipe é flexível, mas hoje conta com as editoras Anne Caroline Quiangala e Camila Cerdeira e com @s colunistas Kami Jacoub, Lucas Pamplona e Tatiana Nunes.

Além da página, ainda podemos acompanhar a produção de vídeos no canal do Preta Nerd & Burning Hell no youtube.

 

 

 

 

 

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Dendê: partilha pedagógica e poética diaspórica em processo

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Queridas,

deixo aqui o link para acessar e fazer download da minha monografia em Artes Visuais. O trabalho é sobre minha pesquisa poética, que se dá a partir da relação entre corpo negro e memória diaspórica, e as possibilidades pedagógicas que ela traz. São abordadas questões como memória, candomblé, cartografia como metodologia e estratégias de artistas negrxs na recontação de nossas histórias.

 

Nina Ferreira.

 

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Pílula: Rosa Luz

Em homenagem ao dia da visibilidade trans – 29 de janeiro – trazemos o trabalho da artista multimídia do Distrito Federal Rosa Luz com uma canção/poema e uma performance. Os vídeos estão disponíveis também em seu canal de youtube, o Barraco da Rosa, onde além de publicar trabalhos artísticos e discutir temas diversos ela fala sobre sua vivência de mulher negra, trans e da periferia.

 

 

 

Conheça mais em:
https://www.facebook.com/rosaluzoficial
https://www.youtube.com/channel/UCCX7dUMgO8_ORxWQ4PU4ISA
https://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/rosa-luz-mulher-negra-trans-periferica-e-dona-de-si/

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Tirem as mulheres artistas dos depósitos

O texto abaixo é tradução da reportagem “Bring female artists out of storage” de Amanda Vickery para a versão online do jornal inglês The Guardian. O Texto faz referência a uma pesquisa feita para um programa da bbc sobre mulheres artistas na história da arte  apresentado pela autora. O link para o texto original se encontra ao final do texto. Aproveite!

Artemisia Gentileschi's Susanna and the Elders (1610)

Detalhe de Susanna e os Velhos (1610) de Artemísia Gentileschi

 

Tirem as mulheres artistas dos depósitos

Por que há tão poucas pinturas de mulheres artistas em galerias públicas? Amanda Vickery vai a uma chocante caça para desenterrar mais obras-primas.

Sexta, 16 de maio de 2014.

Revelar a história de mulheres artistas na televisão pode soar como um projeto fácil, um agradável exercício em turismo patrimonial. Já não fomos para além de um respeitável agrupamento de heroínas esquecidas, escondidas da história? Afinal de contas, a história da arte feminista tem investigado o olhar feminino desde que Linda Nochlin perguntou “Por que não há grandes artistas mulheres?” em 1971. Pesquisas e livros magistrais vieram, desde The Obstacle Race (1979) de Germaine Greer, até Old Mistresses (1991) de Griselda Pollock e Rozita Parker, possibilitando as graduações em história da arte a oferecerem cursos sobre gênero e “formas de olhar” nos últimos 20 anos aproximadamente. Engajar a TV no objeto deste debate seria fácil. Eu presumi alegremente, até que embarquei na simples mas fundamental tarefa de ver, por conta própria, arte produzida por mulheres.

A arte é masculina? A maioria das instituições nos faria pensar que sim. As disparidades são alarmantes. Em 1989 as feministas Guerrilla Girls descobriram que menos de 5% do acervo do Metropolitan Museum de Nova Iorque era de mulheres, mas 85% dos nus eram femininos. Normalmente é possivel ver trabalhos de uma ou duas mulheres em um museu inteiro, mas você pode passar horas procurando. Eu fiquei aliviada de encontrar o pequeno mas enfeitiçante Proposição (1631), de Judith Leyster e o definifor de gênero Natureza Morta com Queijo, Amêndoas e Pretzels (1621), de Clara Peters, no Hague’s Gemeentemuseum [Museu Municipal de Haia].

Até mesmo a obra prima de Artemísia Gentileschi Judith Decapitando Holofernes (1620) só foi exibido no Museu Uffizi a partir de 2000. Uma duquesa Médici baniu a cena de assassinato de Gentileschi para um corredor escuro por considerar o “sangrento trabalho” demasiado sinistro para exibição.

Semanas de negociação e um contato italiano me levaram ao corredor Vasari para filmar. Essa passarela quilométrica serpenteia do Palazzo Vecchio até o Pitti Palace, atravessando o rio Arno pela Ponte Vecchio. Construído em 1564, ela permitiu aos Medici transitar entre seu palácio e os escritórios governamentais sem serem importunados. A passarela é ladeada por autorretratos de artistas, um panteão da história da arte do século XVI em diante. Mas dos 1.700 autorretratos apenas 7% são de mulheres.

Still Life with Cheeses, Artichoke, and Cherries by Clara Peeters.

Natureza Morta com Queijo, Alcachofra e Cerejas de Clara Peeters

As mulheres não pintavam, esculpiam ou produziam artesanato? Ou o esforço feminino era de tão pouca qualidade que elas não conquistaram um espaço na parede? A ausência de um celebrado panteão feminino contrasta enormemente com o sucesso das mulheres na literatura. Porém, os requerimentos de autoria eram bem mais fáceis de completar que as demandas da arte. Escrever requeria apenas letramento, acesso a uma biblioteca e uma mesa. Mesmo a arriscada exposição de uma publicação poderia ser compensada pelo anonimato. Por contraste, a arte demandava um complexo treinamento, produção pública e estava enredada em uma bem-guardada infra-estrutura. Preconceitos sociais inflexíveis, proibições de acesso ao treinamento formal e restrições legais ao comércio feminino prejudicavam as mulheres artistas.

 

Eu estava preparada para a caça, mas mesmo assim a quase invisibilidade das mulheres na arte foi chocante: fui forçada a ir para espaços de armazenamento e porões. A Advancing Women Artists Foundation [Fundação de Promoção de Mulheres Artistas] estima que 1.500 trabalhos de mulheres artistas estão atualmente armazenados em variados depósitos de Florença, a maioria dos quais não foi visto pelo público em séculos. Para a questão “São todos esses trabalhos de alto padrão artístico?” Jane Fortune, diretora da fundação responde: “Nunca saberemos a menos que eles sejam vistos”.

Galerias públicas parecem tacitamente endossar a visão conservadora, exemplificada pela afirmação de Brian Sewell de que “apenas homens são capazes de grandeza estética”. Mas pintores e escultores eram artesãos trabalhando dentro de oficinas familiares, como os alfaiates, serralheiros, ourives e marceneiros. Arte era um ofício. Poucas pinturas eram produto de uma única mão – apenas o rosto e as mãos podem ser o trabalho de um “mestre”. A marca do artista masculino era uma ficção. Marietta Tintoretto trabalhou ao lado de seu pai em Veneza, Barbara Longhi ao lado de seu irmão em Ravenna, sendo seu trabalho um vital componente da economia familiar, porém não reconhecido fora da oficina.

Uma crença profunda na impossibilidade do gênio feminino está em ação. Muitas das telas

Judith Leyster's The Proposition

A Proposta de Judith Leyster

ensolaradas de Leyster que celebravam a vida social da época de ouro holandesa eram tão habilidosas que foram atribuídas a Frans Hals, apesar de sua assinatura.
A Bolonhesa Elisabetta Sirani produziu mais de 200 peças em uma carreira de 13 anos, conquistando prestígio internacional por sua polida arte religiosa. Ela dirigiu a oficina familiar que incluia suas irmãs, sustentou seu pai quando ele já não podia pintar e fundou uma escola de arte para meninas. O próprio desempenho, rapidez e fluência de sua arte, entretanto, a puseram frente à acusação de que ela não a poderia ter criado – um homem devia tê-la ajudado – uma acusação que Sirani combateu fazendo demonstrações ao vivo de sua pintura.

Gentileschi poderia se igualar aos homens da arte de contra-reforma, mas optou por dramatizar as lutas das mulheres. Ela retratou as mesmas heroínas, até mesmo repetindo as cenas de seu pai Orazio, mas ela carregou as suas com uma crítica pungente à posse masculina de mulheres. A violência do voyeurismo é palpável em Susana e os Anciãos (1610), quando a mulher encolhida é vítima do olhar lascivo de dois velhos. Eles vão acusá-la do crime capital de adultério, a menos que ela concorde em dormir com eles. Seu forte corpo torcido é exibido, mas seu horror é superior, e seus braços são levantados em resistência. “O que VOCÊ está olhando?” A pintura nos diz. Compare isso com a versão excitante de Tintoretto em que Susanna parece saber que está sendo vigiada e exibe sua nudez branca em uma constrangida e suave performance. O episódio se torna um pretexto para o erotismo, e, como a mulher é cúmplice em sua própria subjugação, a sujeira da opressão sexual é acobertada. Gentileschi não terá nada disso.

Não é meu propósito sugerir que ainda temos que descobrir uma mulher Michelangelo, mas é enganoso olhar para o passado apenas através dos olhos de homens. O que as mulheres viram foi diferente. Vamos nos lembrar disso.

 

Reportagem original em:

https://www.theguardian.com/artanddesign/2014/may/16/bring-women-artists-out-of-storage

Tradução Tauana M.

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Alice Lara

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Alice Lara vive em uma chácara em Vicente Pires – DF, onde cresceu em meio a animais que contrastam com o espaço urbano. Além de pintora, Alice Lara é arte/educadora da rede pública de ensino formada em Licenciatura e Bacharelado em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília. Sua pesquisa poética em pintura é altamente influenciada pelo ambiente em que cresceu e por referências da pintura e do cinema.

O filme Amores Brutos, de Alejandro Gonzáles Iñárritu, por exemplo, foi o gatilho para sua série Amores Perros em que a artista retrata cenas de cachorros em rinhas. A ela interessa a proposta do diretor mexicano em demonstrar nesses momentos de violência canina aspectos humanos geralmente disfarçados ou escondidos. Rachel Vallego, curadora da exposição, diz sobre a obra de Alice Lara:

“Mesmo proibidas, rinhas de cães são bastante populares por todo o mundo. Usadas pela artista como referências fotográficas, estes espetáculos de truculência criados pelo homem no qual cães competem ferozmente pela vida, transcendem de animais de estimação para personificar obscuros desejos de seus apostadores, instauram na pintura uma agressividade em expansão. As telas expõem algo da crueldade humana capaz de promover atos de brutalidade gratuita, enquanto os cachorros, reféns de olhos ausentes, manifestam que a barbárie talvez não seja intrínseca a sua natureza, mas à nossa.”alice

Portanto, mesmo sem necessariamente nos vermos representados enquanto espécie, nos deparamos com elementos que nos são bem conhecidos: a violência, o medo, o isolamento…  São imagens empáticas, que servem de ponte para uma aproximação emotiva com os animais como um todo, mas, principalmente, com aqueles que vivem em espaços urbanos, que habitam o território modificado e, de certa forma, ditado por nós. Esse encontro animal/humano e natureza/cultura que nos desafia enquanto seres viventes, participantes do planeta, ao mesmo tempo parte da natureza e produtores de cultura, capazes de compaixão e violência, criação e destruição, parece subjazer à obra de Alice. Suas pinturas de cores fortes e composições surpreendentes, afinal, nos mostram como serzinhos complicados que tem muito a aprender com as outras espécies com quem compartilhamos a vida nesse planeta.

Tauana M.

Para conhecer mais sobre o trabalho dessa artista viste:

http://alicelara.com.br

http://arteseanp.blogspot.com.br/2014/08/conversando-sobre-arte-entrevistada.html

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2012/11/05/interna_diversao_arte,331928/alice-lara-e-miriam-araujo-destacam-se-ao-aprofundar-processos-criativos.shtml

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Pílula: Criola

Docs – CRIOLA from Limonada on Vimeo.
Grafiteira Criola, ou Tainá Lima, de Belo Horizonte, sobre seu trabalho, o Grafite e a representatividade das mulheres negras.

Acredito que o grafite, por ser marginal, é uma arma poderosa para impor essa representatividade. A figura da mulher negra é forte no meu trabalho porque é fruto do que eu vivo– Criola

https://vimeo.com/167804566
https://www.facebook.com/criolagraff?fref=ts
http://criolabr.tumblr.com/
http://revistatrip.uol.com.br/tpm/conheca-a-grafiteira-criola

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María Izquierdo

 

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Nasceu em 1902, San Juan de Los Lagos, Jalisto – México, e faleceu em 1955, na Cidade do México – México.

mizquierdoMaría Cenobia Izquierdo Gutiérrez casou-se ainda adolescente com o militar Candido Posadas, com quem teve três filhos. Em 1923, já divorciada, muda-se para a Cidade do México, onde vive com a fotógrafa  Lola Alvarez Bravo (1907-1993) e, em 1928, matricula-se na Escuela Nacional de Bellas Artes. Nesse período, o movimento muralista mexicano estava em pleno vapor, e o então diretor da escola, artista Diego Rivera, se encantou com o trabalho de Izquierdo, o qual passou a incentivar juntamente com o pintor Rufino Tamayo, com quem a artista dividiu ateliê entre 1929 e 1933.  Ambos, Izquierdo e Tamayo rejeitavam o academicismo em prol da liberdade estilística e se distanciavam do realismo social presente no muralismo. Contudo, como foi possível perceber em toda a América Latina, o olhar voltado para as raízes culturais e povos tradicionais esteve presente na produção desses artistas.

María trabalhou também como professora de desenho e pintura e diferentes instituições, deu palestras e integrou, a partir de 1932, a LEAR (Liga de Escritores y Artistas Revolucionarios), para a qual escreveu ativamente.

Em 1929 a artista fez sua primeira exposição individual na Galeria de Arte Moderno da Cidade do México e, no ano seguinte, expôs no Art Center de Nova York, tornando-se a primeira mulher mexicana a fazer uma exposição individual nos EUA. A introdução do catálogo foi escrita por Rivera, que a descreveu como uma das melhores artistas da academia. No entanto, em 1945, ao ser comissionada para pintar um mural de 200m quadrados foi sabotada pelo próprio Rivera e por David Alfaro Siqueiros, que se opuseram ao projeto, o qual acabou sendo interrompido. Esse evento foi um baque para Izquierdo, que além de perder a confiança em Rivera passou a sofrer fortes críticas por parte da imprensa e da comunidade.

f72d5faa-bd08-405b-90ba-540b7d93dcb9_570Izquierdo passou a ter frequentes pesadelos e a dormir mal. Um desses sonhos a levou a produzir a obra sonho e pressentimento, de 1947. Neste, ela segura sua cabeça decapitada pela janela, enquanto o corpo fragmentado caminha para longe. No ano seguinte, de certa forma sua previsão se confirmou, quando a artista sofreu um embolismo que a deixou parcialmente paralisada: a cabeça desconectada do corpo. Aos poucos ela conseguiu se treinar para pintar com a mão esquerda, mas não com a mesma habilidade anterior.

Seu trabalho com formas robustas e cores fortes mostra um universo que mistura cotidiano e ancestralidade, cenas bucólicas e surreais, melancolia e força. Essa artista, que viveu um período em que já não era fácil ser mulher, muito menos mãe solo e artista, batalhou para abrir caminho e ocupar espaços que estavam destinados unicamente aos homens. Não só ela conquistou esse espaço, como teve grande reconhecimento por seu trabalho, sendo, inclusive, nomeada “Mulher Ilustre” pelo governo mexicano em 2012, tendo seus ossos enterrados ao lado de Diego Rivera e David Siqueiros.

es delito ser mujer e tener talento
María Izquierdo

 

Referências:

http://lasabuelitas.com/2015/06/29/artistas-que-voce-tem-que-conhecer-maria-izquierdo/ (em português)

http://www.vanguardia.com.mx/fuemariaizquierdoautoradeunapinturaespontaneaeinquietante-1894345.html (em espanhol)

http://www.wikimexico.com/articulo/maria-izquierdo (em espanhol)

http://www.explorandomexico.com.mx/about-mexico/5/239/ (em espanhol)

http://www.jornada.unam.mx/2013/10/06/sem-germaine.html (em espanhol)

http://faculty.hope.edu/andre/artistPages/izquierdo_bio.html (em inglês)

http://clara.nmwa.org/index.php?g=entity_detail_print&entity_id=3933 (em inglês)

HILLSTROM, Laurie; HILLSTROM, Kevin (ed.). Contemporary women artists. 1999.

*As informações encontradas sobre a biografia da artista divergem em alguns pontos, portanto procurei apresentar aquelas que se repetiam em mais de uma fonte.

Tauana M.

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Publicado em María Izquierdo - México, 1902 | Marcado com , , , , | Deixe um comentário